Tudo é um remix
Falando sobre a originalidade nas músicas, os direitos autorais e a industria cultural, o documentário mostra que a criação artística raramente é completamente original, ou tudo é um remix.
REMIX
André Maia
12/15/20252 min ler


Você já imaginou que poderia estar vivendo em uma espécie de repetição? Déjà vu? Pois é, eu também tenho e cada vez mais me aproximo da conclusão de que todo o material áudio visual disponível não passa de uma nova cópia da cópia, tudo o que escutamos e assistimos, salvo em suas diferenças, vem de um mesmo modelo.
“Uma mesma receita com alterações vindas de quem as produz.”
A industria cultural se remixou com as formulas certas, passando por filmes e foi até aos grandes nomes da música, como Led Zeppelin. Mas para aprofundar a pesquisa e compreensão, eu perguntei para a Oráculo;
O que significa Remix?
"Remix é a modificação ou remistura de uma música ou outro material, realizada a partir da versão original, com o objetivo de criar algo novo e distinto, mantendo elementos reconhecíveis da obra base. Envolve mudanças como a adição, omissão ou transformação de partes do conteúdo original.”
Lendo isso, o mistério que pairava, se mostrou. Estamos vivendo em um loop? Pode ser que sim, por mais ficção cientifica que isso possa parecer, desde criança já percebia que as músicas e os filmes eram muito parecidos. Nós ouvimos, processamos e repetimos os mesmos jargões e histórias, a sociedade se repetiu em um loop de padrões de estética, entretenimento, buscas profissionais e histórias de vida.
“Quantas trilogias existem nas produções de cinema? Quantos remixes de remixes temos pelo mundo, disponíveis em um aplicativo no bolso?”
Surfando um pouco no Youtube(sim, é possível achar material de qualidade por lá), encontrei um documentário lançado em 2010, chamado Everything is a Remix, que toca justamente nos assuntos que se passavam pelo meu imaginário.
Isso não é uma teoria da conspiração, pode confiar.
Falando sobre a originalidade nas músicas, os direitos autorais e a industria cultural, o documentário mostra que a criação artística raramente é completamente original. A originalidade se dissolveu, ela foi repetida, mastigada, reformulada e regurgitada. Até o Gabriel Pensador, quem diria, entrou na história com a sua “famosa” música 2345678.
Vale a pena assistir, é um bom combustível para o imaginário. Ainda é possível nutrir o espaço mental através da internet.
"Como estariam as relações humanas que receberam anos de condicionamento de um entretenimento reciclado? Nos tornamos repetidores de uma cultura obsoleta?”
Existe um chamado para compreender um novo horizonte, é preciso. O mundo é cheio de possibilidades e estamos aqui para expressar o que há de mais autentico através de cada voz.
Precisei escrever para expressar, de alguma forma, as interpretações que tive ao assistir e mesmo assim apareciam novas descobertas. Fui chegando a conclusão de que somos os atores e atrizes dessa vida, podemos e devemos cultivar a nossa própria arte, música, formas de se comunicar e de se vestir, e também por último mas não menos importante; não podemos nos tornar consumidores passivos de uma “cultura” enlatada.
Ainda existe espaço para a autenticidade em um mundo de cópias?

